Energéticos prometem foco e disposição, mas exigem consumo moderado
18/02/2026 Coluna Cláudio Albano
Especialistas alertam para riscos cardiovasculares, mentais e renais associados ao uso excessivo das bebidas

As bebidas energéticas se popularizaram entre estudantes, trabalhadores e praticantes de atividades físicas por oferecerem aumento temporário de foco, energia e desempenho físico.

Com altas concentrações de cafeína, taurina e açúcar, esses produtos estimulam o sistema nervoso central e ajudam a reduzir a fadiga imediata. No entanto, o consumo frequente ou excessivo pode trazer sérios prejuízos à saúde.

Benefícios imediatos

Entre os principais efeitos estão o aumento do estado de alerta e da capacidade de concentração. A cafeína atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo melhora temporária da cognição e do foco.

Outro benefício apontado é a redução do cansaço físico e mental, motivo pelo qual essas bebidas são amplamente utilizadas durante longas jornadas de trabalho ou estudo.

Além disso, podem favorecer a performance física, já que estimulam o metabolismo e fornecem energia de rápida absorção.

Riscos e malefícios

Apesar dos efeitos imediatos, o uso indiscriminado pode desencadear problemas cardiovasculares, como aumento da frequência cardíaca, palpitações e elevação da pressão arterial. Em casos mais graves, há risco de arritmias.

No campo da saúde mental e do sono, o consumo excessivo está associado à ansiedade, tremores, insônia e, em situações extremas, crises de pânico.

Também podem ocorrer efeitos gastrointestinais, como irritação da mucosa do estômago, elevando o risco de gastrite.

Os rins e a saúde bucal não ficam de fora dos impactos: a alta concentração de substâncias estimulantes pode sobrecarregar a função renal, enquanto a acidez e o açúcar favorecem o desgaste do esmalte dentário.

Outro alerta importante é a combinação com bebidas alcoólicas. A mistura pode mascarar a sensação de embriaguez, aumentando o risco de arritmias e outras complicações graves.

Público de risco e orientação

O consumo de energéticos deve ser evitado por crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou renais. Para os demais públicos, a recomendação é de moderação e atenção aos sinais do organismo.

Embora ofereçam benefícios pontuais, os energéticos não substituem hábitos saudáveis, como sono adequado, alimentação equilibrada e hidratação regular. O uso consciente é fundamental para evitar que a busca por energia imediata resulte em prejuízos à saúde a médio e longo prazo.

Redação Guia São Miguel

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