Cobrança de pedágio eletrônico no Paraná gera reação política e protestos no Oeste
24/02/2026 Paraná
Deputados anunciam ação para suspender tarifa integral do sistema free flow e moradores cobram cumprimento de contratos

O início da cobrança do pedágio eletrônico no Paraná provocou repercussão política e mobilização popular, especialmente na região Oeste do estado. Durante sessão plenária realizada nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa do Paraná, deputados estaduais anunciaram que irão ingressar com uma ação popular para suspender imediatamente a cobrança integral das tarifas no modelo free flow.

Segundo os parlamentares, o sistema estaria prejudicando motoristas ao aplicar o valor cheio independentemente da distância efetivamente percorrida. A ação sustenta que a prática contraria as leis federais 14.157 e 10.233, que preveem cobrança proporcional ao trecho utilizado. O processo deverá ter como réus a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a União e o consórcio responsável pelas concessões rodoviárias.

O tema ganhou ainda mais visibilidade após um protesto pacífico realizado às margens da BR-163, no município de Santa Lúcia, reunindo empresários e moradores também de Capitão Leônidas Marques e Lindoeste. Os participantes manifestaram preocupação com a cobrança antes da conclusão de obras e melhorias previstas em contrato.

A cobrança começou à meia-noite de segunda-feira (23). Os pórticos do sistema estão instalados na BR-163, em Santa Lúcia (sentido norte) e Lindoeste (sentido sul), além das rodovias estaduais PR-182, em Ampére, e PR-280, em Vitorino. As tarifas para carros de passeio variam entre R$ 11 e R$ 18,10, conforme o trecho.

O deputado Professor Lemos criticou a medida e destacou que existem rodovias com obras inacabadas, citando trechos da BR-163 e da PR-280. Na tribuna, o parlamentar afirmou que a cobrança ocorre antes da conclusão dos investimentos previstos.

Durante o protesto, o empresário do setor de transporte Wagner ressaltou que o segmento não se opõe ao pedágio, mas exige o cumprimento integral dos contratos. Ele mencionou a necessidade de melhorias históricas, como a duplicação da BR-277 entre Curitiba e Foz do Iguaçu.

O sistema eletrônico exige que o motorista realize o pagamento por aplicativo, site da concessionária, tags veiculares ou em totem físico instalado na Avenida Tancredo Neves, próximo ao Trevo do Guarujá. A ação popular protocolada pelos deputados pede a suspensão da cobrança por tarifa cheia até decisão final da Justiça, além da adoção do modelo proporcional por quilômetro rodado.

Redação Guia São Miguel com informações da Catve.com

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