A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026) a segunda fase da Operação Resgate Ilícito, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de atuar no transporte e na comercialização de produtos eletrônicos introduzidos irregularmente no território nacional, além de possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação conta com a participação de policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra. Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais e outras diligências destinadas à coleta de provas e ao avanço das investigações.
A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2025.
As investigações tiveram origem em apreensões realizadas entre 2024 e 2025, quando foram interceptadas cargas ilícitas avaliadas em aproximadamente R$ 20 milhões.
Entre os produtos apreendidos estavam smartphones desacompanhados de documentação fiscal e cigarros eletrônicos cuja comercialização é proibida no Brasil.
Com o aprofundamento das apurações, os investigadores identificaram novos elementos que indicariam a existência de uma estrutura criminosa voltada à ocultação e à dissimulação de patrimônio. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizaria empresas, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.
A análise do material reunido após a primeira fase também revelou indícios da possível participação de agentes públicos na proteção dos interesses da organização criminosa.
De acordo com a Polícia Federal, dois investigados apontados como integrantes do grupo são policiais militares. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços residenciais deles.
A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.
Nesta segunda fase, a Polícia Federal busca consolidar as provas já reunidas, identificar os integrantes da estrutura criminosa, rastrear bens e valores supostamente adquiridos com recursos de origem ilícita e reunir elementos para a responsabilização criminal dos investigados.
As diligências também buscam esclarecer a extensão das atividades do grupo e a possível participação de outras pessoas no esquema.
O nome Operação Resgate Ilícito faz referência à justificativa que, segundo as investigações, era utilizada pelo grupo para explicar suas atividades. Os envolvidos alegariam estar recuperando cargas roubadas.
Entretanto, conforme os elementos apurados pela Polícia Federal, as ações estariam relacionadas à recuperação de mercadorias contrabandeadas que haviam sido subtraídas por outros criminosos.
A investigação continua, e os fatos apurados deverão ser esclarecidos no decorrer dos procedimentos policiais e judiciais.
Redação Guia São Miguel
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